Vai só ali buscar a família depois do almoço e acha que um copo de vinho já passou? É precisamente neste tipo de trajeto curto que a fiscalização de álcool tende a surpreender na Páscoa, quando aumenta o trânsito de lazer e os horários irregulares. O controlo começa muitas vezes com um alcoolímetro portátil que mede álcool no ar expirado. Serve como triagem rápida à beira da estrada e, se houver indicação positiva, pode seguir-se confirmação com equipamento mais preciso.

Como é feito

As operações reforçadas costumam aparecer tanto nas ligações longas como nos percursos de regresso depois das refeições, não apenas de madrugada. Para o condutor, isso significa que a probabilidade de ser mandado parar sobe mesmo em deslocações curtas ou aparentemente rotineiras.

O primeiro teste é rápido, mas depende de um sopro contínuo e suficiente. Se houver leitura anómala, o procedimento pode ser repetido ou confirmado, porque a triagem é pensada para rapidez, não para esclarecer todas as dúvidas na berma.

Onde pode falhar

Há um ponto pouco conhecido: o aparelho pode captar álcool residual na boca logo após bebidas, bombons com licor, elixir oral ou alguns xaropes. Não é o mesmo que álcool já absorvido no organismo, por isso um resultado inicial pode levar a nova medição após alguns minutos.

Além disso, um sopro fraco, interrompido ou mal orientado pode invalidar a leitura e atrasar a operação. E se usa um alcoolímetro pessoal, convém prudência: calor no porta-luvas, quedas e falta de calibração fazem muitos aparelhos baratos perder fiabilidade, servindo apenas como indicação aproximada.